Turning japanese

Uma semana no Japão. Eu estou escrevendo este post sentado num shinkansen indo para Quioto. Achei que poderia aproveitar para, mais uma vez, fazer renascer o blog, que anda muito parado.

Primeiro, algumas impressões sobre o país. Os japoneses vivem num mundo de mentira. É verdade, assim que eu sair daqui isso vai voltar a ser como sempre é, tenho certeza. As pessoas vão voltar a se ignorar completamente, os vendedores vão voltar a empurrar produtos que você não quer e a forçar a barra para você comprar a loja inteira. Quando uma pessoa entrar num estabelecimento ninguém vai cantar “seja bem-vindo” e quando o cliente for embora sem comprar nada ninguém vai cantar “arigatou gozaimasssss” se curvando. Ninguém vai pedir desculpa (sumimasen) a cada passo, as pessoas vão falar no celular no metrô e se encarar na rua. Esqueçam receber toalhinhas quentes ou lenços úmidos descartáveis (mais ecológicos) para limpar as mãos antes de comer. O país vai voltar a ser barulhento e Tóquio vai ser só mais uma metrópole como tantas outras, onde a gente tem medo de andar por ruas escuras e desconfia de pessoas estranhas.

Os adolescentes com cabelos e roupas chamativos voltarão a ser agressivos e todos jogarão lixo no chão. Nós andaremos por sobre um tapete de chicletes mascados e as crianças vão chorar e gritar, como é tão comum pelo mundo inteiro. Essas danadas só estão fingindo serem fofas e educadas o tempo todo. Faz parte de um grande golpe para eu me apaixonar pelo Japão.

Algumas coisas eles não conseguiram mudar a tempo de minha chegada, ainda é permitido fumar em cafés e restaurantes, por exemplo. Mas eles se esforçaram: na rua há fumodrómos com cinzeiros onde as pessoas se reúnem. E ninguém anda fumando porque, afinal, como dizem as plaquinhas dos fumódromos, um cigarro é carregado à altura do rosto de uma criança e ninguém quer queimar o rosto de um tamagotchi por descuido.

É verdade que tudo isso tem um preço. E é caro. Nunca pensei que alguém pudesse sair de Londres e achar um outro lugar caro demais. Tudo aqui custa uma fortuna mas, quer saber, vale cada centavo. Se eu pudesse pagar o mesmo preço pelo mesmo tipo de atendimento que eu recebo aqui no mundo inteiro, eu pagava feliz. Não é de estranhar que os japoneses sejam o único povo a sofrer a “Síndrome de Paris”. Imagine sair da sociedade mais educada do mundo, onde cortesia e boas maneiras são o padrão e ir para o lugar mais lindo do mundo (ao menos na sua fantasia) e, de repente, descobrir que o tal lugar de fantasia é sujo, cheio de gente grossa e estúpida, que bufa, carrega cigarros na altura dos rostos de crianças mal-educadas e barulhentas (e que andam de carrinho até os 4-5 anos), falando no celular. Um lugar onde os motoristas bloqueiam cruzamentos e buzinam, as pessoas furam as filas e não cedem o lugar para os velhinhos. É compreensível que eles entrem em parafuso.

De mais, além dessa sociedade alienígena, o país é muito bonito e interessante. Culturas asiáticas são maravilhosas se por mais nada, porque são antiquíssimas (ô saudade do trema…) mas os japoneses levaram o ritual de qualquer coisa a um nível superior. Vou finalizar com um exemplo bobo, mas que me envergonhou por ser um bárbaro no primeiro dia: Em qualquer loja, ao lado do caixa, há uma bandejinha onde o cliente coloca o dinheiro ou o cartão e onde o vendedor coloca o troco que houver. Coisa grosseira passar dinheiro de mão em mão…

Kisu²

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My own mews (parte II)

Tirei, finalmente, fotos da casa mobiliada. E zoneada.

Primeiro meu quarto:

Quarto 1

O canto escritório.

Quarto 2

O outro lado do canto escritório.

Quarto 3

Cama, criado e baú.

Depois meu banheiro:

ChuveiroPia e espelho

e o closet:

Cabide e armárioSapateiro

E isso encerra o segundo andar, que é minha torre. Depois publico o resto, assim, em doses homeopáticas.

Love you, bye bye.

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P. 161, 5a frase completa

Corrente bizarra, abra a p. 161 do livro mais próximo a você e copie a 5a frase completa no seu blogue. Depois, sacanamente, indique cinco amigos com blogues para fazerem a mesma coisa (e sim, ela vai morrer aqui, eu sei…)

“Coffee?” – Neil Gaiman, American Gods

cinco infelizes que não vão continuar isso: Pri (que precisa atualizar, porque tá até hoje reclamando de uma gravidez da empregada no blogue e o bebê já deve estar andando), Luis (pra escrever um post curtinho, ainda que nós amemos seus posts épicos) , Bera-Chan (porque o Diliça! precisa continuar), Rodrigo (pra variar um pouco a temática operesca) e Fipe (pra parar de chorar por “El Gordo, que és tan feo que se pone lindo!”)

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German Idol

Essa é especial para o S.

American Idol, X-Factor, Ídolos e até o Bulgarian Idol e seu famoso Ken Lee todos eles são divertidíssimos. Mas a gente tem que entender o que tá rolando para se divertir, né?

Olha, talvez… mas eu não preciso falar alemão para ter achado isso engraçado:

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This fire is outta control…

Na última sexta de madrugada, I burned this city.

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Stefhany

Uma das coisas ruins de ficar longe do Brasil, além das óbvias saudades dos amigos e do calor, é que a gente fica meio por fora dos bafões e fica sabendo muito atrasado das coisas. Hoje eu descobri o ESCÂNDALO que é a Stefhany, novo arraso mega-ultra-duper do seutubo. Tive que postar a diva pós-sertaneja:

ADORO!

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White London

Visão rara por esses lados.

Neve!

Curiosidades:

1- Apesar da latitude, Londres é uma das mais quentes capitais europeias (e europeias perdeu o acento na reforma…)

2- Isso ocorre porque a corrente do Atlânico Norte traz água quente do equador para o Atlântico Norte e aquece o ar na Europa, evitando uma era do gelo no continente.

3-Como a Grã-Bretanha é uma ilha, é a maior beneficiada pela dita corrente, tendo médias de temperatura maiores que o resto do continente.

4- A última vez que nevou desse tanto em Londres foi há 50 anos!!

beijos!

neve-001

Update: Neve demais. O caos se instalou nos serviços públicos de Londres. Estamos sem ônibus e o pouco metrô que circula está mooooooooooooito acima da capacidade. Não consegui sair de casa hoje. feriado forçado e chato, preso aqui dentro.

Hoje de manhã

Natal?

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