3 Outubro, 2008

My own mews

Antes de mais nada, uma ¡Ola!

\o/\o/\o/\o/\o/\o/\o/

Consegui uma casa pra morar, ela não é a casinha azul, mas é linda igual, ó:

A do portão verde, viram?

Então, ela fica nessa rua aqui, ó:

E é bem grandinha para padrões londrinos, tem 117m². Enfim, assim que a mudança chegar, estaremos aceitando reservas do quarto de hóspedes, viu?

Ah, só porque eu acho o máximo as luzinhas da escada:

Repararam no chiquê da cozinha? ó:

Anyway, feliz, feliz com minha casinha… verde? =)

Side note: o Foreign Office tem uma central de blogs, até o Milliband escreve seu próprio blog. Achei super contemporâneo e vou estar recomendando: clica!

2 Outubro, 2008

Homeless

Well, well…

A casinha azul foi alugada na minha frente, eu fui olhar a vizinha da casinha azul (que era menos linda, mas maiorzinha) e não quiseram o tanto que eu podia pagar e enfim, o resultado é que 26 casas depois, eu ainda não tenho onde morar.

Mas aguardem novidades amanhã. Something is cooking.

30 Setembro, 2008

Saudades do Neko Chan…

Eu to dormindo e tá quentinho aqui, então vai embora!

Olhar de reprovação TOTAL!! Eu queria continuar dormindo…

Eu tenho uma joaninha de refém!!! Eu tenho garras e não tenho medo de usá-las!!

Já que a Joaninha Mór-reu, façamos um acordo. Eu durmo quietinho aqui e não coloco o rabo na frente da TV, oquei?

Você venceu, eu vou para o meu ninho! But I’LL BE BACK!!!!!

Gracias à Pri, que cuida do Neko e ainda consegue essas fotos lindas dele pra me matar de saudade.

27 Setembro, 2008

I get by with a little help from my friends

O fim de semana prometia ser de uma chatice sem fim, mas o Eduardo voltou das férias e me achou, salvando o dia (na verdade a noite de ontem e o dia de hoje – dia lindo de sol no Hyde Park, grande luxo e sofisticação).

Sobre balada eu escrevo outro dia, agora eu só quero ter momento drama-saudosista-sentimental-melacueca:

Eu amo muito vocês, miguxos, e morro de saudades. Quando um aparece, acontece isso, o sol brilha até onde sempre tá nublado.

SMACK geral em vocês.

26 Setembro, 2008

The search for a home

Achar uma casa em Londres pode ser um processo muito doloroso aparentemente. Todo tipo de conselho foi ouvido:

- fique perto da embaixada

- vá para longe da embaixada

- olhe ao menos 30 (!) opções

- tais e tais bairros são melhores…

enfim, como nunca fui de deixar os outros decidirem por mim, liguei para uma corretora, dei umas instruções e combinei de encontrá-la numa casa para começarmos a busca.

Eu já olhei 11 lugares diferentes e, no fundo, meio que já escolhi um. Acho que o principal é ter a sorte de achar um bom corretor, que esteja interessado em achar um lugar para você e não de se livrar de um lugar em cima de você.

A Tania tem sido ótima, muito simpática e prestativa, também entendeu minhas idéias sobre o que deve ser um lar. Ela mesma já elimina opções que sabe que não vão me agradar e me mostra só o que tem potencial. É claro que estivemos em uns lugares ruins, mas ela é a primeira a fazer uma cara feia do tipo “vamos embora já, isso não serve pra você!”

Hoje ela me mostrou uma casinha linda, toda redecorada por dentro, com clarabóia no quarto e na cozinha. sensacional. Vou ter que fazer ginástica para enfiar minhas coisas lá dentro, mas acho que tem jeito. Até vi uma outra casa excelente agora tarde, com muito mais espaço, mas sabe quando você lembra da outra que você foi e pensa: “eu prefiro morar lá”? Então, é mais ou menos isso que tá rolando.

Vou ver mais umas duas ou três na segunda, mas acho difícil alguma coisa superar minha casinha azul.

To be continued…

26 Setembro, 2008

Chegar, este processo

Eu não quero fazer um enorme relato sobre minha semana, porque isso não é um diário, então vou fazer um resumão. Mas nem vai ser chato, então vai lendo aí.

- eu vim no avião do lado de um adolescente hipreativo com um cubo mágico. ele bagunçou e arrumou aquele trem umas 50 vezes. Lógico, não dormi.

-Heathrow é o pior aeroporto do mundo, dá vontade de entrar no avião e voltar pra casa, leva um século caminhando para chegar na imigração e um milênio pra vencer a fila e receber o carimbo de entrada.

- Meu hotel é um luxo só pra zoropa, tem cama king size, internet grátis, LCD, meu próprio banheiro (com chuveiro pendurado, mas chuveiro) e até uma pequena cozinha dentro de um armário.

- Cheguei no veranico, muito sol essa semana, mais um luxo exclusivo super, ainda mais em Londres, ainda mais no outono.

- já tenho celular e ele tem skype conectado o tempo todo, logo dá pra me ligar de grátis e bater papo no chat from around the world anytime. Me add, miguxos, quem ainda não tiver, pode solicitar meu nome skype pelo email (ou me mandar o seu próprio).

-abrir conta no banco até que foi fácil, fazer o dinheiro chegar na minha mão parece mais complicadinho. Mas ele chega.

-Ainda não conheci ninguém fora do trabalho, a não ser em contatos profissionais, tipo minha corretora ou uma garçonete brasileira, mas pra tudo na vida há tempo.

-Fui convencido a malhar na hora do almoço numa Virgin Active (esse nome tem uma certa contradição em termos, não?) do ladim do trampo, mas só vou me inscrever depois que achar uma casa. Por enquanto as intermináveis caminhadas estão me entretendo o suficiente.

A busca por uma casa vem no post a seguir (na verdade o que você acabou de ler porque este vai estar embaixo dele…)

20 Setembro, 2008

London Calling

That’s all folks. Eu vou-me embora de Miami daqui a pouquinho em direção a essa coisa misteriosa que é a vida no exterior. É bem verdade que ver meus amigos já tão bem adaptados me deixa mais tranquilo, mas é meio impossível não ter um friozinho na barriga.

Ontem a noite, como era minha última, me deixei convencer a tentar mais uma baladinha na Vagabond, que tanto agradara na última sexta. O duro é que a gente já tinha bebido um bocado durante o jantar e tinha mais cop que gente na rua. Nunca na história deste país se viu tanto rotolight na distância. E os cops, que não são bestas, plantaram uma blitz bem na entrada da boate.

E foi um tal de entra e sai de viaduto e dá a volta pela freeway, entra nas quebradas, liga o Zé (tem copyright, Zé é o apelido carinhoso que eu e o Cláudio damos aos GPSs tão simpáticos que ajudam a achar os caminhos) desliga o Zé e vira e vai e conseguimos chegar na frente da blitz e entrar por um caminho diferente.

Já em território conhecido, erramos uma entrada e fomos parar num lugar muuuuuuuuito surreal, tipo cena de filme de gang americano (i.e. Menace II Society; Boyz n the Hood) com um monte de gente maltrapilha andando com garrafões de cerveja dentro de sacos de papel, olhar ameaçador e, provavelmente, armas escondidas naquelas roupas largas. Nunca pensei que fosse dizer isso, mas graçasadeus tinha um carro dos cops atrás da gente que deu logo um apito e começou a dar baculejo geral enquanto saíamos à francesa.

A baladinha foi boa, mas tava melhor semana passada. On a side note, estou convencido de que se trata da balada lesbo de Miami. E as meninas não têm o menor pudor na pista (e nos postes, pole-dancing é um esporte nacional lésbico). Achei cool.

Lá pelas tantas resolvemos ir embora e dá-lhe voltinha pra fugir das blitzen. Acabamos comendo uma pizza as 3 da manhã em South Beach, e batendo papo com o Guarani, um cabo-verdiano muito simpático que trabalha numa pizzaria trash. E os cops tavam lá, multando e pullando-over neguinho a torto e a direito. Os bicho tavam empolgado.

É isso, nos vemos em Londres.

13 Setembro, 2008

Vice City

Bem, amigos do Nunca, estamos blogando diretamente de Miami, Florida, onde estou gastando meus neurônios fúteis antes de toda a imersão cultural (sei…) que vai ser azoropa.

Então, eu cheguei e dormi e levei um dia todo meio que bundando para ter ânimo de verdade. É impressionante  como eu não me dou bem com voltar o relógio, ainda que uma ou duas horas. Adiantar o bichinho é bem mais fácil, de verdade. Alguém tem uma explicação médica ou científica pra isso? Esse artigo diz que eu sou esquisito: Clica!

Enfim, ontem eu e o Cráudio arresovermo sair pra baladinha de Miami. South Beach ( a parte turistona chique com ferraris, porsches e lamborghinis andando como se fossem celtas e fuscas) tava meio caída e cheia de turistas e playboys ricos (DUH!!). Achei tudo com muito neon e sem graça. Aí resolvemos tentar ir para Downtown, onde os locais frequentam. Como estava meio cedo, fomos jantar num restô mexicano bem autêntico, exceto pelas garçonetes colombianas e hondurenhas, mas onde nem tentaram falar inglês com a gente, é espanhol e pronto.

Comentário aleatório: na frente do restaurante tinha uma loja de bebidas chamada El Gato Tuerto. Tuerto entra na categoria de palavras da língua espanhola que não são de verdade, tipo murcielágo, zanahoria e cuenta.

Devidamente entupidos de comida e cerveja mexicana, partimos para a festa. Passamos na frente de alguns lugares que não me animaram. Aí erramos uma entrada e, ao parar num cruzamento para procurar o caminho, fomos interpelados por um flanelinha mucho loco, que é conhecido por Uncle Bo. A dica do sujeito foi a seguinte:

- Man, you gotta go to the White Room or The Vagabond. If you can’t get any poontang or any papaya, whatever color of split you like, at the White Room or The Vagabond, then you gotta go home, sit on the couch and pay ahundredfifity dollar for some shrink to listen to your problems, cause guess what, you got issues.

Eu ri um monte (ainda mais que me lembrei da história do Sagarra no metrô de NY “If you don’t stand clear of the closing doors, guess what, we ain’t leaving) e a gente resolveu passar na frente desses dois lugares. A fila do Vagabond estava grande, mas o lugar prometia, resolvemos tentar.

Grande acerto. Música boa em três ambientes, um público variado, mas que fugia do tradicional playboy/patricinha da praia. As pessoas até falavam inglês como primeira língua!! Impressionante. Foi muito bom mesmo. O lugar tem um myspace meio vagabundo: clica, mas nem achei interessante.

Um comentário final, a comunidade lésbica de Miami estava presente em peso. Não sei se o main feature da noite, o DJ LA Riots (muito bom por sinal. O som tava ótemo) é algum tipo de queridinho das sapas, mas tava saltando aos olhos o nível da pegação. Pontos para o lugar que juntou dois públicos completamente avessos um ao outro normalmente (homens HT e mulheres gays) sem nenhum tipo de conflito. Palmas.

Por hoje é só pessoal, depois volto com mais. XOXO

10 Setembro, 2008

On my way…

Estava tão lôbo
Nos bares da vida
Sangrava a ferida
Do meu coração
E uma doida dona
Charmosa e tão linda
Com tudo de cima
Me botou no chão…

-Qual é o seu nome?
-Me chamo Brasília
Sabia que um dia
Ia te encontrar
Ela só queria
Eu quase acredito
Quebrar o meu mito
E me abandonar…

Agora conheço
Sua geografia
A pele macia
Cidade morena
Teu sexo, teu lago
Tua simetria
Até qualquer dia
Te amo Brasília…

Se teu amor foi
Hipocrisia!
Adeus Brasília
Vou morrer de saudade
Se teu amor foi
Hipocrisia!
Adeus Brasília
Vou prá outra cidade…

27 Agosto, 2008

Vocês têm a mente poluída

O vídeo não é exatamente novo e a música é muito marromenos, mas os desenhos são muito bons. E vocês têm a mente poluída sim, quer apostar? Aperte o play:

Viram?