Bem, amigos do Nunca, estamos blogando diretamente de Miami, Florida, onde estou gastando meus neurônios fúteis antes de toda a imersão cultural (sei…) que vai ser azoropa.
Então, eu cheguei e dormi e levei um dia todo meio que bundando para ter ânimo de verdade. É impressionante como eu não me dou bem com voltar o relógio, ainda que uma ou duas horas. Adiantar o bichinho é bem mais fácil, de verdade. Alguém tem uma explicação médica ou científica pra isso? Esse artigo diz que eu sou esquisito: Clica!
Enfim, ontem eu e o Cráudio arresovermo sair pra baladinha de Miami. South Beach ( a parte turistona chique com ferraris, porsches e lamborghinis andando como se fossem celtas e fuscas) tava meio caída e cheia de turistas e playboys ricos (DUH!!). Achei tudo com muito neon e sem graça. Aí resolvemos tentar ir para Downtown, onde os locais frequentam. Como estava meio cedo, fomos jantar num restô mexicano bem autêntico, exceto pelas garçonetes colombianas e hondurenhas, mas onde nem tentaram falar inglês com a gente, é espanhol e pronto.
Comentário aleatório: na frente do restaurante tinha uma loja de bebidas chamada El Gato Tuerto. Tuerto entra na categoria de palavras da língua espanhola que não são de verdade, tipo murcielágo, zanahoria e cuenta.
Devidamente entupidos de comida e cerveja mexicana, partimos para a festa. Passamos na frente de alguns lugares que não me animaram. Aí erramos uma entrada e, ao parar num cruzamento para procurar o caminho, fomos interpelados por um flanelinha mucho loco, que é conhecido por Uncle Bo. A dica do sujeito foi a seguinte:
- Man, you gotta go to the White Room or The Vagabond. If you can’t get any poontang or any papaya, whatever color of split you like, at the White Room or The Vagabond, then you gotta go home, sit on the couch and pay ahundredfifity dollar for some shrink to listen to your problems, cause guess what, you got issues.
Eu ri um monte (ainda mais que me lembrei da história do Sagarra no metrô de NY “If you don’t stand clear of the closing doors, guess what, we ain’t leaving) e a gente resolveu passar na frente desses dois lugares. A fila do Vagabond estava grande, mas o lugar prometia, resolvemos tentar.
Grande acerto. Música boa em três ambientes, um público variado, mas que fugia do tradicional playboy/patricinha da praia. As pessoas até falavam inglês como primeira língua!! Impressionante. Foi muito bom mesmo. O lugar tem um myspace meio vagabundo: clica, mas nem achei interessante.
Um comentário final, a comunidade lésbica de Miami estava presente em peso. Não sei se o main feature da noite, o DJ LA Riots (muito bom por sinal. O som tava ótemo) é algum tipo de queridinho das sapas, mas tava saltando aos olhos o nível da pegação. Pontos para o lugar que juntou dois públicos completamente avessos um ao outro normalmente (homens HT e mulheres gays) sem nenhum tipo de conflito. Palmas.
Por hoje é só pessoal, depois volto com mais. XOXO